02/05/2019:

Contra Reforma Previdenciária Centrais protestam no Primeiro de Maio


Primeiro de Maio - Dia do Trabalhador. Normalmente é data para comemorar. Mas neste País, com o Governo Federal e o Congresso Nacional unidos para aprovar e pôr em prática leis que prejudicam apenas os trabalhadores, como a Reforma TRabalhista, a Lei das Tercirizações e agora a possível aprovação da Reforma Previdenciária, o que resta para comemorar? Há muito, sim, pelo que lutar.

Reunindo mais de 5 mil pessoas na Praça do Derby, no Recife, ontem pela manhã, as Centrais Sindicais UGT-PE, CUT, Força Sindical, NCST, CTB, CGTB, CSP/Conlutas e Interssindical aproveitaram o dia Primeiro de Maio - Dia do Trabalhador para se manifestarem em protesto contra a Reforma da Previdência e contra a MP 873, ambas editadas pelo Governo Federal e agora tramitando na Câmara dos Deputados. Se aprovadas, a primeira aos poucos colocará os trabalhadores numa situação de perda de diretos tão grave que se aproxima da escravidão e a segunda concentra-se no plano do Governo em destruir o sindicalismo brasileiro, pois pretende dificultar ou mesmo impedir o acesso, pelos sindicatos, a receitas que podem garantir sua existência e suas atividades.

A manifestação é justa. Os protestos são mais que justos.

Os participantes que estavam na Praça do Derby ontem também aproveitaram o ato para se manifestarem em favor da liberdade de Luís Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil, preso em abril do ano passado por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha. A esse respeito a posição da UGT-PE é bem clara: "nós temos divergências. Temos posições diferentes quanto a questões que divergem do nosso foco aqui, que é defender o trabalhador e mostrar ao Governo nosso repúdio à Reforma da Previdência e a todas as medidas contra os trabalhadores. Portanto, estamos unidos aqui mesmo com as nossas divergências", declarou Gustavo Walfrido à imprensa durante o ato.

Os sindicatos filiados à UGT-PE também compareceram aos protestos de Primeiro de Maio.